Gita
Muitas pessoas conhecem esta música, mas poucos conhecem o seu significado. Raul Seixas, artista reconhecido e célebre da música nacional, também era formado em filosofia e tinha uma bagagem muito recheada de cultura oriental. Em seu Gita, homenagea a obra quase homônima, Bhagavad Gita, que significa O canto do Senhor. Este, por sua vez, é parte do Mahabharata, que conta a história dos Pandavas.
A história é a seguinte:
Pandu é rei dos Kurus, mesmo sendo segundo filho, porque seu irmão mais velho era cego - e por isso não podia assumir o trono. Ele se retira para a floresta com suas duas esposas, Kunti e Madri, e lá tem seus 5 filhos, os Pandavas (entre eles, Arjuna). Mas Pandu e Madri morrem na floresta, e Kunti tem de retornar ao reino com os herdeiros do trono. Lá, os Pandavas são criados juntamente com os primos, filhos do irmão mais velho de Pandu, dentre eles Duryodana. São todos discípulos do mesmo mestre, Drona.
Os anos se passam, e os Pandavas voltam para a floresta. Há problemas com a inveja de Duryodana e eles acabam sendo exilados, não podendo assumir o trono. Eles cumprem o período do exílio, e o Bhagavad Gita narra justamente o retorno deles, quando vão lutar diretamente com os seus parentes, amigos e mestres pela terra que lhes era por direito.
A parte da canção escrita por Raul Seixas é o momento em que Krishna (quem dirige a quadriga de Arjuna) se revela ao Arjuna (metaforicamente, quando Deus se revela ao homem).
Agora leia a letra e perceba a profundidade do seu ensinamento:
Gita
Raul Seixas
Composição: Paulo Coelho / Raul Seixas
"Eu que já andei
Pelos quatro cantos do mundo
Procurando
Foi justamente num sonho
Que Ele me falou"
Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado...
Você pensa em mim toda hora
Me come, me cospe, me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar...
Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar...
Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou, eu fui, eu vou..
Gita! Gita! Gita!Gita! Gita!
Eu sou o seu sacrifício
A placa de contra-mão
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição...
Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada...
Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra
Do fogo, da água e do ar...
Você me tem todo dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim...
Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra "A" tem meu nome
Dos sonhos eu sou o amor...
Eu sou a dona de casa
Nos pegue pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo...
Gita! Gita! Gita!Gita! Gita!
Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão...
Euuuuuu!Mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio
O início, o fim e o meio
Euuuuu sou o início
O fim e o meio
Euuuuu sou o início
O fim e o meio...
A história é a seguinte:
Pandu é rei dos Kurus, mesmo sendo segundo filho, porque seu irmão mais velho era cego - e por isso não podia assumir o trono. Ele se retira para a floresta com suas duas esposas, Kunti e Madri, e lá tem seus 5 filhos, os Pandavas (entre eles, Arjuna). Mas Pandu e Madri morrem na floresta, e Kunti tem de retornar ao reino com os herdeiros do trono. Lá, os Pandavas são criados juntamente com os primos, filhos do irmão mais velho de Pandu, dentre eles Duryodana. São todos discípulos do mesmo mestre, Drona.
Os anos se passam, e os Pandavas voltam para a floresta. Há problemas com a inveja de Duryodana e eles acabam sendo exilados, não podendo assumir o trono. Eles cumprem o período do exílio, e o Bhagavad Gita narra justamente o retorno deles, quando vão lutar diretamente com os seus parentes, amigos e mestres pela terra que lhes era por direito.
A parte da canção escrita por Raul Seixas é o momento em que Krishna (quem dirige a quadriga de Arjuna) se revela ao Arjuna (metaforicamente, quando Deus se revela ao homem).
Agora leia a letra e perceba a profundidade do seu ensinamento:
Gita
Raul Seixas
Composição: Paulo Coelho / Raul Seixas
"Eu que já andei
Pelos quatro cantos do mundo
Procurando
Foi justamente num sonho
Que Ele me falou"
Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado...
Você pensa em mim toda hora
Me come, me cospe, me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar...
Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar...
Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou, eu fui, eu vou..
Gita! Gita! Gita!Gita! Gita!
Eu sou o seu sacrifício
A placa de contra-mão
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição...
Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada...
Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra
Do fogo, da água e do ar...
Você me tem todo dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim...
Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra "A" tem meu nome
Dos sonhos eu sou o amor...
Eu sou a dona de casa
Nos pegue pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo...
Gita! Gita! Gita!Gita! Gita!
Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão...
Euuuuuu!Mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio
O início, o fim e o meio
Euuuuu sou o início
O fim e o meio
Euuuuu sou o início
O fim e o meio...
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