Sistema Di@loga de Avaliação de Fórum Aplicado ao Moodle
Retirado do Moodle
Esta sistemática de avaliação do Diálogo Didático Mediado pela Internet, categoriza as mensagens em duas dimensões: a 1ª relacionada ao desenvolvimento de habilidades cognitivas e a 2ª dimensão, às atitudes colaborativas.
Habilidades Cognitivas
Na avaliação de habilidades cognitivas são considerados os atos cognitivos que no processo de interação on-line contribuem para a construção do conhecimento e aprendizagem colaborativa Integram a 1a dimensão as habilidades cognitivas de:
a.Propor/ concordar/ indagar
b.Problematizar/ discordar/ questionar
c.Generalizar/ esclarecer/ sintetizar /estender
a) Propor, concordar e indagar
As habilidades de propor, concordar e indagar pressupõem a existência de conhecimentos prévios e potencialmente apontam para a construção de novos conhecimentos. Bochniak (1998) ilustra esse pressuposto com o seguinte exemplo. Se não temos nenhuma informação sobre “Nicarágua”, nem a mais elementar pergunta pode ser elaborada a seu respeito. Até a questão básica sobre o que é Nicarágua, supõe, ao menos, o conhecimento prévio da expressão “Nicarágua”. Aos que a conhecem não seria cabível a questão: quem é Nicarágua? Na ausência de algum conhecimento prévio sobre o tema e assuntos correlatos, o ato de perguntar torna-se extremamente embaraçoso. Quanto mais perguntas sejam feitas, mais conhecimentos são exigidos na sua elaboração.
Segundo Palloff & Pratt (2002, p.150), “as questões feitas em um ambiente on-line precisam ser o ponto de partida de uma discussão que promova a investigação profunda de um tópico e o desenvolvimento da capacidade de pensar criticamente.” As ações relacionadas à proposição de questões para debate são atos cognitivos que contribuem para desenvolver o pensar crítico. Uma maneira de aferir se essa questão alcançou o seu objetivo é observar o nível de discussão e de participação que cada questão provoca. Quando não provoca reações (por ex. concordância, novas indagações, discordância, esclarecimentos, generalizações ou sínteses), infere-se que ela não cumpriu a tarefa de instigar um nível de pensamento que anime os alunos a participar do diálogo.
b) Problematizar/ discordar /questionar
Os termos problematizar, discordar, questionar aqui expressos foram tomados no sentido dialético da negação. Faz-se a reconstrução da idéia, questiona-se o conhecimento a partir de sua negação. Da mesma forma que a elaboração de questões deixa de ser atributo exclusivo do professor, o questionamento das respostas também passa a fazer parte dos atos cognitivos dos alunos.
c) Generalizar, esclarecer, sintetizar, estender
Esses termos foram tomados para categorizar posicionamentos marcados pela discussão em maior nível de aprofundamento e exigem habilidades de pensamento mais elevadas. As idéias postas são rediscutidas, indo do pensamento divergente ao convergente através do processo de interação, de compartilhamento na construção e reconstrução do conhecimento.
Atitudes Colaborativas
São consideradas no âmbito dessa categorização as atitudes que contribuem para o progresso da aprendizagem colaborativa em termos de reforço ao entendimento individual e o compartilhamento do conhecimento entre o grupo. Integram a dimensão colaborativa da aprendizagem a incitação para aprendizagem do grupo, a motivação e socialização dos membros, o estimulo à participação, interação e permanência. Envolve atitudes de colaboração relacionadas a apoio técnico, estrutura e organização do curso, definição de metodologia de estudo, socialização e motivação. São, portanto, atitudes voltadas para criar condições objetivas de participação, apoiando o desenvolvimento das habilidades cognitivas. Potencialmente são atitudes capazes de promover a sensação de pertença. Integram essa dimensão as seguintes categorias:
a.Interação Social;
b.Estruturação,organização e orientação técnica; e
c.Colaboração.
a) Interação Social
Partindo do suposto de que o conhecimento é construído pelas interações do sujeito com os outros indivíduos, Vygotsky (1998) concebe as interações sociais como principais desencadeadoras do processo de aprendizagem. Para o autor, a aprendizagem humana pressupõe uma natureza social específica. Ao tomar a interação social como origem e motor da aprendizagem e do desenvolvimento intelectual, ressalta que a mesma acontece primeiramente de forma interpsíquica (no coletivo) para depois haver a construção intrapisíquica (individual, intrapessoal).
Pensar um novo estilo de pedagogia que contemple a aprendizagem cooperativa em ambientes colaborativos on-line pressupõe uma natureza social específica e um processo de relacionamentos de apoio à força dos bons argumentos, livre de qualquer coerção e que permita às pessoas penetrarem na vida intelectual daquelas que as cercam. Nessa perspectiva, a categorização adotada de interação social envolve os aspectos sociais e psicológicos da aprendizagem.
Para que ocorra a aprendizagem em ambiente on-line, é absolutamente necessário haver interação entre os alunos e entre eles e o professor. É através da interação que os participantes se responsabilizam mutuamente pela construção do conhecimento. No entanto, para que aconteça essa interação, é necessário que se estabeleça um clima propício que gere a sensação de confiança e segurança.
b) Estruturação, organização e orientação técnica
A introdução das TIC como apoio à educação se traduz na necessidade de orientação técnica para uso da mídia. Usar adequadamente as ferramentas da Internet é um precedente para a aprendizagem colaborativa on-line. A Internet se caracteriza neste novo espaço de aprendizagem não apenas como uma ferramenta individual, mas como um instrumento de colaboração e reconstrução, através do qual os participantes possam se comunicar e aprender cooperativamente, através de projetos e atividades comuns. Palloff & Pratt (2002, p. 90) identificaram em suas pesquisas que, no processo de aprendizagem on-line, os participantes aprendem não apenas sobre a matéria do curso, mas também sobre o processo de aprendizagem e sobre si mesmos.
c) Colaboração
A aprendizagem colaborativa assistida por computadorpressupò como estratégia educativa que o conhecimento é construído através da discussão, da reflexão, da tomada de decisões, proporcionada por um ambiente educacional colaborativo que usa recursos tecnológicos. Desenvolve-se num clima de incentivo ao trabalho em grupo e de respeito às diferenças individuais.
No âmbito do diálogo on-line, as mensagens colaborativas expressam atitudes cuja finalidade é a de sustentar uma eficaz aprendizagem em grupo. A colaboração se expressa através da socialização de conhecimentos , da promoção do intercâmbio e da divulgação de dados, informações, sites, links ou documentos relacionados ao projeto em comum ao grupo.
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Este sistema de avaliação foi desenvolvido por Marta Maria Gomes Van der Linden (UFPB) com a colaboração de Cláudio Fernando André (USP) e integra a tese de Doutorado defendida no Programa de Pós Graduação de Engenharia de Produção da UFSC sob orientação de Ricardo Barcia (UFSC) e Stela Piconez (USP). A implementação computacional do sistema e sua adequação aos padrões de desenvolvimento Web foi desenvolvido por Danilo Lima Dutra (UFPB).
Para o desenvolvimento do sistema foram utilizados os seguintes referenciais teóricos metodológicos:
ARETIO, L. Garcia. La Educación a Distancia: de la teoria a la prática. Barcelona: 2001.
HARASIM, Linda M. & WALLS, Jan. The Global Authoring Network. In: Global Networks: computers and International communication. Edited by Harasim, Linda M. MIT Press. Cambridge, Massachusetts, London, England: 1993.
HARASIM, Linda M. et al. Learning Networks: a feild guide to teaching and learning online. Third printing. MIT Press. Cambridge, Massachusetts, London, England: 1997.
PALLOFF, R & PRATT, K. Construindo Comunidades de Aprendizagem no Ciberespaço: estratégias eficientes para a sala de aula on-line. Tradução: Vinícius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2002.
PALLOFF, R; & PRATT, K. O Aluno Virtual: um guia para trabalhar com estudantes on-line. Tradução: Vinícius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2004.
PETERS, Otto. Didática do Ensino a Distância: experiência e estágio da discussão numa visão internacional. Tradução: Ilson Kayser. S.Leopoldo: Editora UNISINOS. 2001.
Esta sistemática de avaliação do Diálogo Didático Mediado pela Internet, categoriza as mensagens em duas dimensões: a 1ª relacionada ao desenvolvimento de habilidades cognitivas e a 2ª dimensão, às atitudes colaborativas.
Habilidades Cognitivas
Na avaliação de habilidades cognitivas são considerados os atos cognitivos que no processo de interação on-line contribuem para a construção do conhecimento e aprendizagem colaborativa Integram a 1a dimensão as habilidades cognitivas de:
a.Propor/ concordar/ indagar
b.Problematizar/ discordar/ questionar
c.Generalizar/ esclarecer/ sintetizar /estender
a) Propor, concordar e indagar
As habilidades de propor, concordar e indagar pressupõem a existência de conhecimentos prévios e potencialmente apontam para a construção de novos conhecimentos. Bochniak (1998) ilustra esse pressuposto com o seguinte exemplo. Se não temos nenhuma informação sobre “Nicarágua”, nem a mais elementar pergunta pode ser elaborada a seu respeito. Até a questão básica sobre o que é Nicarágua, supõe, ao menos, o conhecimento prévio da expressão “Nicarágua”. Aos que a conhecem não seria cabível a questão: quem é Nicarágua? Na ausência de algum conhecimento prévio sobre o tema e assuntos correlatos, o ato de perguntar torna-se extremamente embaraçoso. Quanto mais perguntas sejam feitas, mais conhecimentos são exigidos na sua elaboração.
Segundo Palloff & Pratt (2002, p.150), “as questões feitas em um ambiente on-line precisam ser o ponto de partida de uma discussão que promova a investigação profunda de um tópico e o desenvolvimento da capacidade de pensar criticamente.” As ações relacionadas à proposição de questões para debate são atos cognitivos que contribuem para desenvolver o pensar crítico. Uma maneira de aferir se essa questão alcançou o seu objetivo é observar o nível de discussão e de participação que cada questão provoca. Quando não provoca reações (por ex. concordância, novas indagações, discordância, esclarecimentos, generalizações ou sínteses), infere-se que ela não cumpriu a tarefa de instigar um nível de pensamento que anime os alunos a participar do diálogo.
b) Problematizar/ discordar /questionar
Os termos problematizar, discordar, questionar aqui expressos foram tomados no sentido dialético da negação. Faz-se a reconstrução da idéia, questiona-se o conhecimento a partir de sua negação. Da mesma forma que a elaboração de questões deixa de ser atributo exclusivo do professor, o questionamento das respostas também passa a fazer parte dos atos cognitivos dos alunos.
c) Generalizar, esclarecer, sintetizar, estender
Esses termos foram tomados para categorizar posicionamentos marcados pela discussão em maior nível de aprofundamento e exigem habilidades de pensamento mais elevadas. As idéias postas são rediscutidas, indo do pensamento divergente ao convergente através do processo de interação, de compartilhamento na construção e reconstrução do conhecimento.
Atitudes Colaborativas
São consideradas no âmbito dessa categorização as atitudes que contribuem para o progresso da aprendizagem colaborativa em termos de reforço ao entendimento individual e o compartilhamento do conhecimento entre o grupo. Integram a dimensão colaborativa da aprendizagem a incitação para aprendizagem do grupo, a motivação e socialização dos membros, o estimulo à participação, interação e permanência. Envolve atitudes de colaboração relacionadas a apoio técnico, estrutura e organização do curso, definição de metodologia de estudo, socialização e motivação. São, portanto, atitudes voltadas para criar condições objetivas de participação, apoiando o desenvolvimento das habilidades cognitivas. Potencialmente são atitudes capazes de promover a sensação de pertença. Integram essa dimensão as seguintes categorias:
a.Interação Social;
b.Estruturação,organização e orientação técnica; e
c.Colaboração.
a) Interação Social
Partindo do suposto de que o conhecimento é construído pelas interações do sujeito com os outros indivíduos, Vygotsky (1998) concebe as interações sociais como principais desencadeadoras do processo de aprendizagem. Para o autor, a aprendizagem humana pressupõe uma natureza social específica. Ao tomar a interação social como origem e motor da aprendizagem e do desenvolvimento intelectual, ressalta que a mesma acontece primeiramente de forma interpsíquica (no coletivo) para depois haver a construção intrapisíquica (individual, intrapessoal).
Pensar um novo estilo de pedagogia que contemple a aprendizagem cooperativa em ambientes colaborativos on-line pressupõe uma natureza social específica e um processo de relacionamentos de apoio à força dos bons argumentos, livre de qualquer coerção e que permita às pessoas penetrarem na vida intelectual daquelas que as cercam. Nessa perspectiva, a categorização adotada de interação social envolve os aspectos sociais e psicológicos da aprendizagem.
Para que ocorra a aprendizagem em ambiente on-line, é absolutamente necessário haver interação entre os alunos e entre eles e o professor. É através da interação que os participantes se responsabilizam mutuamente pela construção do conhecimento. No entanto, para que aconteça essa interação, é necessário que se estabeleça um clima propício que gere a sensação de confiança e segurança.
b) Estruturação, organização e orientação técnica
A introdução das TIC como apoio à educação se traduz na necessidade de orientação técnica para uso da mídia. Usar adequadamente as ferramentas da Internet é um precedente para a aprendizagem colaborativa on-line. A Internet se caracteriza neste novo espaço de aprendizagem não apenas como uma ferramenta individual, mas como um instrumento de colaboração e reconstrução, através do qual os participantes possam se comunicar e aprender cooperativamente, através de projetos e atividades comuns. Palloff & Pratt (2002, p. 90) identificaram em suas pesquisas que, no processo de aprendizagem on-line, os participantes aprendem não apenas sobre a matéria do curso, mas também sobre o processo de aprendizagem e sobre si mesmos.
c) Colaboração
A aprendizagem colaborativa assistida por computadorpressupò como estratégia educativa que o conhecimento é construído através da discussão, da reflexão, da tomada de decisões, proporcionada por um ambiente educacional colaborativo que usa recursos tecnológicos. Desenvolve-se num clima de incentivo ao trabalho em grupo e de respeito às diferenças individuais.
No âmbito do diálogo on-line, as mensagens colaborativas expressam atitudes cuja finalidade é a de sustentar uma eficaz aprendizagem em grupo. A colaboração se expressa através da socialização de conhecimentos , da promoção do intercâmbio e da divulgação de dados, informações, sites, links ou documentos relacionados ao projeto em comum ao grupo.
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Este sistema de avaliação foi desenvolvido por Marta Maria Gomes Van der Linden (UFPB) com a colaboração de Cláudio Fernando André (USP) e integra a tese de Doutorado defendida no Programa de Pós Graduação de Engenharia de Produção da UFSC sob orientação de Ricardo Barcia (UFSC) e Stela Piconez (USP). A implementação computacional do sistema e sua adequação aos padrões de desenvolvimento Web foi desenvolvido por Danilo Lima Dutra (UFPB).
Para o desenvolvimento do sistema foram utilizados os seguintes referenciais teóricos metodológicos:
ARETIO, L. Garcia. La Educación a Distancia: de la teoria a la prática. Barcelona: 2001.
HARASIM, Linda M. & WALLS, Jan. The Global Authoring Network. In: Global Networks: computers and International communication. Edited by Harasim, Linda M. MIT Press. Cambridge, Massachusetts, London, England: 1993.
HARASIM, Linda M. et al. Learning Networks: a feild guide to teaching and learning online. Third printing. MIT Press. Cambridge, Massachusetts, London, England: 1997.
PALLOFF, R & PRATT, K. Construindo Comunidades de Aprendizagem no Ciberespaço: estratégias eficientes para a sala de aula on-line. Tradução: Vinícius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2002.
PALLOFF, R; & PRATT, K. O Aluno Virtual: um guia para trabalhar com estudantes on-line. Tradução: Vinícius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2004.
PETERS, Otto. Didática do Ensino a Distância: experiência e estágio da discussão numa visão internacional. Tradução: Ilson Kayser. S.Leopoldo: Editora UNISINOS. 2001.
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